segunda-feira, 25 de julho de 2011

AS TRÊS ÁRVOREZINHAS



A ALICE, gosta de se sentar á sombra das arvorezinhas
a descansar, fica assim mais perto da natureza, e então hoje vai
contar-nos uma história.

Nasceram e cresceram
pertinho,
três árvorezinhas
perto dum ribeirinho.
Nelas os pintassilgos fazem o ninho
Verdinhas....
...de tanta beleza!
Passa por elas o vento zunindo.
E fica bela a Natureza.
De quando em quando uma folhinha
triste caindo....

Estas arvorezinhas são sombrias
Mas a sua vida é perene
Alegram os meus dias.

A uma chamo de Irene
À outra chamo de Rainha
É alta, é como se fosse prima minha
E a terceira é frondosa
A essa...ah! A essa eu chamo Rosa.

As três formam uma clareira
Onde o sol entra de mansinho
E mesmo aqui à minha beira
Anda um passarinho,
carregando no bico, palhinhas
para o ninho.

Quando tenho muito calor
Sento-me debaixo do seu verdor
Então passa uma leve brisa
É o bom tempo... bem que avisa!
Que chegou para ficar.
- E é ver as ávezinhas
Nas ramagens a nidificar.

Mais Gatinhos pra decoupage
Ali ao lado passa um regato
Com água bem cristalina!
Onde vai matar a sede... um gato
E atrás dele vai  também uma menina.
Primeiro ela molha um pézinho
Logo depois molha o outro!
Eis quando aparece de mansinho
Á sua beira a beber água... um potro.


É bom andar em liberdade
Correr o campo, comer da árvore a fruta
Ah...como eu tenho saudade
Dessa constante labuta.

E depois debaixo das árvorezinhas
Deixar-me á sombra a refrescar
O vento a bater nas folhinhas
E eu a sonhar...a sonhar!

rosafogo
natalia nuno
imagem ret. do blog imagens para decoupage.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A RUTE E A RÃ



Um dia....
A RUTE foi refrescar os pés na ribeira.

Viu de repente a saltitar
Uma rã grande e verdinha
E logo se pôs a pensar...
Quem dera que fosse minha.

Era uma rã muito animada
E em liberdade saltava
Mas ao ver a RUTE,
ficou envergonhada,
espreitou por entre os nenúfares
a menina que a olhava.
E lá debaixo, bem escondidinha,
pensava...pensava...
Coitadinha!
Esta menina está tão calada.

Foi então que a RUTE lhe disse:

Vem cá não tenhas medo
Vou contar-te um segredo!
Quando eu era pequenina
Vestia meu vestido verde
E ficava como tu uma menina
Verde, verdinha
Ah...mas meu coração sede tinha!
De encontrar uma amiga
Para as duas,
cantarmos ao vento uma cantiga.

Sai daí, anda cantar
Eu sei que tu sabes, não me olhes assim!
Vais ver que vais gostar!
Ah...vais, vais, vais gostar de mim.

A rãzinha pensou. pensou...
E disse para os seus botões:

Eu vou, sim , eu vou!
E vai ser bom o resultado.
Ah...mas vou com muito cuidado!

Ò querida amiga
Como pude duvidar?
Vamos lá então,
cantar uma cantiga
Toma lá a minha mão,
Ah...só tu mesmo,
para duma rãzita gostar.
Olha já és minha  amiga do coração.

E assim foi: a rãzinha não resistiu
Cantou...cantou... tanto, tanto, tanto!
Que a menina adormeceu entretanto.
E quando o sol sorriu?
Acordou assarapantada
E viu a amiga rã que a olhava encantada.

Ali surgiu e cresceu a amizade
E agora a RUTE  a vem visitar
De quando em quando, com saudade!
E cantam as duas, a bom cantar.

A amizade, nem sempre é facil de conquistar, mas quando se quer
demasiado, e se deseja muito, ela nasce e os nossos corações saltitam de felizes.
E assim foram felizes para sempre a menina e a rã cantadeira, que vivia na ribeira.




rosafogo
natalia nuno
imagens do blog-para decoupage

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A RATINHA NINI

ERA UMA VEZ...

Quando eu era pequenina
Sonhava com a cidade
Mal sabia que a minha sina
Era ter do campo saudade.

Pus-me no cimo do monte
Olhei tudo ao meu redor
A cidade pra lá do horizonte
Como eu lhe tinha amor.

A cidade tem seu encanto!
Muitos sítios para passear
Cada recanto  é um espanto
Mas gosto mais do meu lugar.

Aqui há sol e muito trigo
Há  água com fartura!
Também por cá tenho amigo
Que me trata com  ternura.

Agora se vou  à cidade
Demoro pouco, pois então
Porque fico com saudade
Do meu pedaço de chão.

Vou só por uma temporada
Sou uma ratinha bem  aldeã
Gosto de queijo e salada
E gosto muito da minha irmã

Aqui a comida é outra
Nas hortas e nos pomares
Às vezes encontro a lontra
Que ouve meus desabafares.

Os gatos de bigodes farfalhudos
Correm tanto, causam-me aflição
Ou escondem-se caladinhos, mudos
À espera da minha distracção.

Fico-me por aqui nas traseiras
Vem o gato, dou uma corrida
Estão por perto as minhas leiras
Não falta animação!
É bem divertida a Vida!
Com o gato por perto é que não....
Eu sou muito aventureira
Gosto de procurar raízes
Mas com o gato à minha beira
Lá se vão meus dias felizes.


A NINI era uma ratinha da aldeia, que sonhava ir à cidade, até que um dia, apanhou o combóio das cinco horas da tarde, aquele que passa rápido e lá foi, a esperá-la estava um amigo e os dois divertiram-se imenso, mas o trânsito era complicado e a NINI, depressa se cansou e voltou para a tranquilidade da lezíria, onde só o gato preto, dos bigodes farfalhudos a atemorizava.
Mas o nossa amiga era muito boa corredora e sabia todos os recantos do seu lugar, então se refugiava mal o ZÉCA aparecia. De resto vivia tranquila e feliz, acordava com o galo a cantar cinco vezes pela madrugada e deitava-se com o sol a desaparecer no horizonte.

natalia nuno
rosafogo
imagem do blog inagem para decoupage

segunda-feira, 13 de junho de 2011

UMA JOANINHA FELIZ



Sou uma Joaninha muito alegre, vou contar
a minha história, chamo-me FLI, minha mãe FLÁ, meu pai FLU minha irmã mais novita  FLÉ e minha irmã mais velha FLO


Nasci num dia ensolarado
Meu pai nem estava por cá!
Nasci bem no meio do prado
Minha mãe se chama FLÀ.

Sou a filha do meio
A FLI
Sou vermelhinha no verde
Gosto de passear no centeio
E de ir ao rio matar a sede.

A minha irmã mais nova
É linda e tão morena...
A FLÉ
Por isso lhe faço uma trova
Eu cá sou Poeta,
Ela não...tenho pena!

Meu pai anda lá por Lisboa
Na avenida da Liberdade
Enquanto eu por aqui à toa
Não o esqueço e dele trago saudade.

Olhem só quem ali vem!
É minha irmã, a mais novita a FLÈ
Gosto dela como ninguém
Daqui de perto dela, não arredo pé.

Balouçamos no centeio
Com a ajuda da FLO e do vento
E quando o trigo estiver cheio
Ele será nosso alimento.

Por aqui temos fartura
Vivemos muito contentes!
Mas para alguns a vida é dura
E têm fome entrementes.
Hoje é grande a minha euforia
Faço anos pois então!
Minhas asas não páram, é tanta a minha alegria
Que aqui quero também passar o Verão.

Vou voar todo o santo dia
Entre uma e outra seara
Vou fazer como a formiga
Que de trabalhar não pára.
E quando chegar o luar
Recolhida eu vou estar,
Numa folhinha de milho
Mas amanhã vou voltar...
Pelo mesmo carreiro,
Seguindo o mesmo trilho
E das espigas sigo o cheiro.

De Lisboa está prestes o pai a chegar
E a mãe FLÀ está muito contente
Se o pai nos vem visitar
Está contente toda a gente.


E assim a estória termina
Que eu quero é ir brincar
Ainda sou tão menina
Que o vento me empurra ao voar.
Já vejo o dia a fugir
E o sol para trás da igreja
Gotas de cacimbo a cair
É a natureza benfazeja.


rosafogo
natalia nuno


As Joaninhas são lindas, vermelhinhas com pintinhas pretas,
não param, voam, correm prados e valados, e bebem água nos regatos.
Quando eu era pequenina, havia uma cantiga muito antiga que se cantava
e dizia o seguinte:
Joaninha,vôa, vôa, que o teu pai foi pra Lisboa!
Com um saco de dinheiro...pra pagar ao sapateiro...
era como uma lengalenga muito engraçada, que eu sei que os meninos íam gostar de cantar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O PÁSSARO MALAQUIAS



ERA UMA VEZ...

O passarinho MALAQUIAS, prepara-se para contar outra história,
aos amigos que não perdem uma palavra, sempre de olhos bem abertos, quase sem pestanejar...

Está um belo dia de Primavera!
Diz ele...
Oiçam com atenção
As histórias que vos trago em primeira mão
que eu não fico mais á vossa espera!
Porque senão...
Esqueço a historia que vos quero
contar.
Que  há pouco aconteceu aqui 
ao lado do pomar.

Passo a contar:

Aconteceu com  uma semente, um grãozinho
Tão pequenininho
Que caíu à terra
Passou um menino que sem querer o pisa
e o enterra,
Assim cresceu rápidamente.
Passaram uns dias,
choveu torrencialmente
E logo a sementinha brotou
E o Sol procurou.

Cresceu...cresceu e era a mais linda
Tão linda tão linda que a Joaninha
Não saía das suas folhas verdinhas
Mais ainda!!!
Uma borboleta colorida
Pousava nela com amor
E a plantinha cheia de vida...

Mas veio o vento com seu rumor
E como um gigante,
deitou a plantinha ao chão
Mas uma fada madrinha apareceu!
E tudo resolveu...
Num instante!
Como tinha bom coração
E era muito bondosa
Acalmou a ventania,
mandou vir a maresia
E logo da plantinha brotou uma rosa.

Afinal a plantinha era uma roseira
Que ficou livre para crescer
E logo chegou à sua beira
Uma menina prá  ver,
Para a ver e cheirar,
pois seu odor,
Ia até ao infinito
E a menina pensava:
DEUS fez tudo tão bonito!
E ela a plantinha amava.
Passou a tratá-la com tanto amor.

Enquanto fizémos o ninho
Muitas rosas desabrocharam
E também devagarzinho
As abelhas as visitaram.

Agora todos se amam no jardim
As abelhas, as joaninhas, os besouros
E até sorriem para mim!
E a cigarra com seus cabelos louros
Não pára de cantar
É que entretanto chegou o Verão
Vou ter muita história para contar
E todas em primeira mão.

Conto sem hesitar
Porque os amigos me escutaram com atenção
Mas agora vou almoçar
Que ainda hoje
não almoçei...não!

Este passarinho é muito sabichão, percorre todas as árvores
e todos os jardins, vai também beber água ao rio, conhece
todos os amigos e gosta muito de contar histórias, vejam só
como todos estão com tanta atenção a ouvirem o passarinho
MALAQUIAS.
Alguns atrazaram-se e vão a correr, para a história não perder.


Corre corre, que a tempo vais chegar
A história está mesmo a começar
E vai ser uma surpresa
Esta história de encantar.

rosafogo
natalia nuno
imagens do blog-para decoupage.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A ESTRELINHA NA MONTANHA



Ontem vi uma estrelinha
Sentada no alto da montanha
Pensando ela,
que a Lua apanha.
Coitadinha da estrelinha!
De cansaço ali adormeceu,
já era quase madrugada,
UFFA!! Lá o Sol, apareceu.
Então passou uma nuvem por ali,
Que lhe perguntou.

Ei!!!Tu aí...
- O que fazes aí sozinha?

Ah...foi um menino que me chamou,
disse a estrelinha.
Sonhava ele, que vinha a caminho da lua
e queria que fosse a sua companhia.
Espero por ele até agora...
Mas até a Lua já foi embora.

Eu queria tanto ...eu queria...
Que me deixassem ficar!
Assim de noite do céu descia
E vinha com o menino brincar.

Sou uma estrela brilhante
Brilho até mais que o luar!
Mas estou triste neste instante
Nem sei como aqui vim parar.

O menino...esse me esqueceu!
No seu sonho, já não existo
Fico brilhando no céu
Mas desço à montanha e insisto...
Que um dia o menino aparece
E vamos brincar ao pião
Pois uma estrelinha como eu
Não se esquece!Não!
E o menino?
Esse está no meu coração.

Os gatinhos ELOI e o PATUSCO, gostam muito de histórias, ouvem-nas com muita atenção, pudera
eles gostam muito da noite misteriosa, porque são muito curiosos.

rosafogo
natalia nuno
imagem-blog decoupage

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A FAMÍLIA DISTRAÍDA



Era uma vez....
Mas onde teria ído a nossa mãe?


Pobres destes patinhos
Sabem os meninos o que eles têm?
A mãe os deixou sózinhos
Mas tarda nada ela vem!!!!

Mas como são pequenininhos
Se interrogam com medo:

Onde está a nossa mãe!!!!
Daqui a nada está a chover
E se ela não vem!?
O que nos irá acontecer?

Tem paciência maninho
Diz logo o outro irmãozinho

Eu faço-te companhia
Somos dois, e tão valentes!
Que nenhum de nós se perde
Como é que a nossa mãe nos perdia?
Neste campo que é tão verde?

Mas o que é certo... é verdade!
É que a mãe pata se distraiu
E já cheia de saudade
Pôs-se num alto... e os flhotes lá viu.
Voltou logo muito animada
Por ter os filhos encontrado
E prometeu nunca mais ser descuidada
Porque mãe deve ter cuidado.

Ao verem a mãe chegar
Quá...quá...quá...quá!
E a mãe para os animar
Disse-lhes: meus filhinhos,
coisa melhor não há!

Quando forem para a escola
Prometo que vos vou comprar
uma nova sacola.
Lápis de cor e apara
E um livro para pintar
Tomara já... tomara!
Vê-los ir e alegres regressar.

Meninos está na hora
Acabou o nosso passeio
Apanhei um susto... e agora
De vos perder tenho receio.
Vamos lá...debicar o milho
bem amarelinho.
E ficar de papo cheio

Estes patinhos são muito bébés, querem a mãe sempre por perto
para os proteger. No campo brincam muito e apanham muito sol
mas têm de estar atentos e a patinha que é a mãe também não se pode
distrair, assim são todos muito felizes.

rosafogo
natalia nuno
imagem-blog decoupage