terça-feira, 10 de julho de 2012

O DOMINGO DA JOANINHA

Ora vivam meninos e meninas....ai desculpem, estava a ler minha história em voz alta,
esqueci-me que não percebem o meu falar....
Eu sou a JOANINHA, poetisa!
Para ler e escrever ensino quem precisa.
Um livro anda sempre comigo
E partilho sempre que encontro um amigo.
Trago também meus óculos de sol
E para me fazer companhia um girassol!

Ao domingo à beira rio
Quer faça calor ou frio
Lá venho eu para o meio da natureza
Hum!!!Este aroma a rosmaninho
A água fresca a correr
E aqui bem pertinho...
Belas amoras...madurinhas, prontas a comer.

Estou a ler, uma história muito engraçada
que fala dum monstro e duma fada
bela, com um bom coração
Que acha o monstro bonito, e até lhe pega na mão.
Estou muito entusiasmada
Já vou a meio do livro e sem me cansar!
E então só vou parar!
Quando a fome apertar.

Nessa altura, vou apanhar amoras
Tão vermelhinhas e gostosas
Andam lá as abelhinhas gulosas
para fabricar o mel docinho.
E também o meu vizinho,
o pequeno ROUXINOL


                                                        que passa a vida a          cantar, começa logo
ao nascer do sol.
Depois vou ao rio beber
Tão transparente que a água é !
Fico ali a olhar-me, e, molho até meu pé.
Entretanto volto à leitura
para não perder o fio à meada!
Logo vos conto antes que chegue a noite escura
Assim que der a história por terminada.
Hoje é domingo dia de descansar
O prado,
está muito sossegado
Ouve-se aqui e ali
O cantar...
O cantar dos amigos passarinhos,
que já fizeram os ninhos,
onde cresceram os filhinhos
Mas não incomodam ninguém!
P'lo contrário são até um entretém.
Escuta-se a melodia
que anda p'lo ar
E eu vossa amiga Joaninha, fico a sonhar,
com a fada e o monstro,
mas a história está prestes a acabar!
E eu fico triste, mas não demonstro.

Ponho cara alegre, fico a sorrir,
e se algum amigo quiser vir...
Aprender a escrever e a ler
Podem crer...
Que eu vos vou ensinar e podem até me ouvir a declamar
Gosto de poesia
que fale da natureza
dos amigos, da saudade
Com clareza,
e
com verdade.

E pronto adeus até outro dia!!!!


Esta Joaninha, é muito gentil, gosta de ajudar e partilha com alegria as estórias que vai lendo, no próximo domingo, cá estará para vos contar como foi a sua semana, dado que está de férias, vai ter muito que contar, quem sabe até traga mais algum amigo, para lhe fazer companhia.
 
 
 

rosafogo
natalia nuno
imagem da net.


sábado, 7 de julho de 2012

A REPORTER MARGARIDA E O COELHINHO ANÃO

Uma notícia em primeira mão
Nasceu a menina cegonha,
bem bonita e risonha.
Contou-me mesmo agora
o coelhinho anão,
que soube da notícia na hora!




Este coelhinho, vive ali perto
Mesmo... no quateirão ali ao lado!
e conta que a lezíria estava um deserto
Mas com este acontecimento tão falado
todos acorreram a felicitar
a mãe cegonha,
que  orgulhosa os veio a todos saudar.


Dizendo:
Aqui, onde todos nos damos bem!
Um nascimento é um acontecimento
que a todos faz feliz!
Hoje que não fique em casa ninguém
que venha o Sr. Coelho Anão
e a comadre Cordoniz, a Perdiz,
venha também pois então!
A Srª toupeira, o gafanhoto e a milheirinha
que vai ser festa de arromba,
pois nasceu  minha filhinha.

- E todos foram-se aproximando!
Uns voavam, bem abertas suas asas,
por cima dos telhados das casas.
Outros corriam pela lezíria soalheira
E a mãe cegonha fazia equilíbrio em cima do ninho
Com a filha bem pequenina ali à beira,
a pedir atenção e carinho.
Ainda alguns se atrasaram
pois na ribeira se espanejavam,
queriam ir bem asseadinhos
à festa que todos sonharam,
Acabadinho de chegar, cheio de calor
estava o Sr. Caracol que sempre se atrasa,
Resmungão vinha o Sr. Furão a rebentar de furor,
e o Sr. Grilo que se descuidou e sujou a asa.


Fazem todos uma grande algazarra!
Pois é dia de festa...
Ah...chegou a D. Cigarra
Que logo a sua bela voz empresta.
Canta, canta muito sem parar!
Canta tanto que a todos faz alegrar.


Todos os bichinhos estão solidários
ajudando à festa, tão lindo acontecimento
O nascimento da cegonha menina,
Que é branquinha, sua penugem, parecendo
seda fina.
Acabada a festa, cada um regressa a casa
uns batendo asa
Outros conversando p'lo caminho
E o Coelhinho Anão,
Que mora mesmo ali no quarteirão
ao lado...
É muito simpático, muito dado!
Foi ele que a notícia me deu
em primeira mão.


Antes de acabar o Verão
O coelhinho Anão,
também vai ser pai!
Ai vai, vai!
Mais uma notícia em primeira mão.





Eu sou a Margarida, e estou de férias na aldeia da avó, então aproveito faço a reportagem a assisto a esta grande festa na lezíria com todos estes amiguinhos gentis. 

É verdade há muita animação muitos habitantes novos na lezíria, ali há alimento que
chega e sobra para todos, então vivem felizes, em são convívio, muito solidários, aproveitando o solzinho que aparece todos os dias, a água fresca do rio, onde gostam de se banhar, e onde as rãs cantam de manhã à noite.
Como são tão felizes não perdem um acontecimento, tal como um nascimento, logo todos acorrem, para visitar o recém nascido. Por isso eu sou muito amiga dos animaizinhos, não faço barulho e falo baixinho quando caminho a pé, dado que eles estão no seu habitat, tenho que os respeitar, evitando assustá-los.
Para o ano, nascem de novo, mais cegonhas, que gostam de morar lá no alto para não serem incomodadas, e logo...logo eu recebo uma nova notícia em primeira mão e venho a correr contar-vos.


Juntem-se à festa meus amigos e divirtam-se!


E então, lá haverá festa de novo
Mas desta vez não será o Coelho Anão
a dar-me a notícia, em primeira mão
 mas sim quem sabe a  Cegonha...
que agora ainda no ninho sonha.

















natalia nuno
rosafogo








quinta-feira, 17 de maio de 2012

A MARIANA E A AVÓ LENA















Vês ao longe todo aquele verdinho?
Parece até uma penugem brilhante...
São os trigais...com papoilas
e malmequeres, diz a avó.
A MARIANA, tem um rostinho de cereja
muito coradinho,
é com muito amor que a avó LENA, sempre
a beija.


Hoje a MARIANA foi passear e livre correr
Com uum sorriso tonto no rosto
de alegria é bom de ver!!!
Gosto!!!Gosto, muito de ti
avó LENA
e quando te fores embora, vou ficar cheia de pena.


Olha aquele campo de margaridas
Como tem uma luz diferente
Estão felizes com a presença da gente.
Nestes passeios até me arrepio
é como se sonhasse e no sonho
fantasio.


Avó, é tão bom
trazer o cabelo desfeito ao vento
Arrebatada por vendaval de esquecimento.
Invento, passeios quando não estás
E fico muito triste, porque não quero que vás.
Já sou uma menina crescida
E sei que a vida é assim!
Por ti nunca serei esquecida
Nem tu serás por mim!


Vamos recordar as margaridas
e as papoilas ondulantes
Prometo que não vou chorar
Só ficar triste por uns instantes
Quando a Portugal chegares
Uma carta me vais escrever
E eu darei uma gargalhada
Pois já sei ler...já sei ler!!!!
Minha avózinha amada...


Esta estória é real, a MARIANA, é uma menina que vive num país distante, e quando recebe a
visita da avó LENA, fica delirando de contente, pois dão passeios pelos campos floridos, tiram fotos,
é um tempo bem divertido, mas a avó tem de regressar e aí a MARIANA, fica triste, embora compreenda que assim tem de ser. Logo...logo...há um novo encontro e a avó LENA fica muito admirada pois a sua linda menina já está muito mais crescida. As saudades, fazem-nos felizes quando se dá o reencontro, aí então há abraços e sorrisos e às vezes até lágrimas de alegria. A MARIANA sabe que os avós lhe querem muito bem.


Amanhã volta a pôr aquele sorriso tonto de alegria no rosto... no seu rostinho de cereja, bem coradinho da correria...é que ela está sempre pronta para uma nova passeata.




natalia nuno
rosafogo

sábado, 7 de abril de 2012

O TÓ E O CÃO NARUK




O TÓ é um menino que apascenta as cabrinhas, leva-as todos os dias aos pastos verdes
para que elas fiquem felizes e encham a barriguinha, depois...bem lá para a tardinha regressa
a casa onde o espera o avô afim de procederem à ordenha.


O TÓ, tem muitos amigos lá na sua aldeia
mas sonha que há-de ir para a cidade
pois é um estudante de mão cheia
e logo, logo, terá mais idade!


Ah...mas ainda não partiu
e já sente que vai ter saudade
Dos prados, do rio...
E dos amigos por quem tem muita amizade.
Às vezes conversa com o amigo RUI
e lhe confessa ...olha RUI eu já estou com saudade
e ainda não fui...
Diz o RUI, arranjaremos maneira de cá voltar
talvez na primavera
Vamos os amigos todos juntar
pois a nossa amizade é sincera.


O avô do TÓ já procedeu à ordenha
há leite fresquinho,
para beber e fazer bom queijinho.
Hoje o avô está feliz pois nasceram
dois cabritinhos,
com tão poucas horas de vida
já andam aos saltinhos.
Amanhã já vão ao pasto com o TÓ
e assim o menino com tanto amigo
nunca se sente só.


lindos cachorros
Ah...já me esquecia...
É que o cão NARUK,
Também faz muita companhia.
Não deixa tresmalhar as cabrinhas
trá-las todas sempre juntinhas.
E faz  ão...ão...ão...!
Vai latindo sem parar
Como quem diz: por aí não...por aí não!
Fazem favor de voltar!
É uma grande ajuda que o TÓ tem
e é um grande amigo também!


Ora bem, quem nasceu na aldeia
não esquece nunca os dias ensolarados
as árvores em flor
o cantar dos pássaros em liberdade
Os amigos amados
O seu primeiro amor
E tudo lembra para sempre com saudade.


As primeiras letras e algarismos,
o primeiro professor...
A escola branquinha com risca amarela
E a secretária onde se sentava, junto dela.
Lembrará o quadro, e o adro,
as brincadeiras à apanhada
e as ruas estreitinhas da terra amada.
As hortas, e as festas tradicionais
Os foguetes a banda, não esquecerá jamais.


Mas o TÓ vai crescer e tomar rumo na vida
leva no coração a terra querida
e quando tiver netos, vai contar-lhe a sua história
e tudo o que guarda na memória.


Espero que os meninos que ouvirem a história, não se esqueçam do TÓ
pois na verdade é um menino com muitos bons sentimentos, sempre pronto a ajudar
na lida do campo os avós que o ajudam também a crescer, dando-lhe lições de vida.


rosafogo
natália nuno

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A LAURINHA E O AVÔ QUIM




A LAURINHA olha atentamente o avô Quim que anda a semear os coentros,
num canteirinho virado ao sol, e abrigado do vento. Ao lado está o canteiro
das ervilhas de cheiro e bem colorido já ... está o preferido do avô que é
o canteirinho das alfaces verdes e roxas, crescendo dia a dia que dá gosto ver...
Mas a menina se preocupa com a saúde do avô e acha que ele deve estar cansado.


Ai avô... quem dera ter uma horta assim!
Para plantar coentros salsa e alecrim...
Mas claro tenho que aprender
E é contigo se me quiseres ensinar,
eu prometo merecer,
e quando souber plantar e cuidar
Aí sim... já tu podes descansar!


O avô QUIM, ficou bem animado,
com a oferta da LAURINHA
Ui...suspirou de tão cansado!
Sentou-.se perto da sua netinha,
contando-lhe muitas histórias de quando era
da sua idade...e,
ai como a lembrança lhe trazia saudade!!!
Até uma lágrima rolou
no rosto do avô.


Então lembrou que em pequenino,
tinha um burrinho
Que o transportava a caminho
da horta, outras vezes o levava pela arreata.
Cinzento era o burrinho, côr de prata!
E olhos meiguinhos, lá ía com passos miudinhos,
ao encontro de seu avô,
enquanto a avó ficava em casa cozinhando
o almoço.
E de novo suspirando
diz o avô com saudade: ai... como eu era tão moço!


espantalho decoupage




Conta que com paciência seu avô
lhe ensinou
a fazer um assobio
com uma cana verde que apanhou perto do rio.
A menina ouviu...ouviu...
e não desistiu, com olhar sorridente,
ao contrário do olhar sombrio
do avô QUIM disse:
Avô um dia, vou contar aos meus netos
que tu eras muito meu amigo, que eu
era a neta a quem davas mais afectos.


E assim num abraço apertado a LAURINHA,
demonstrou o seu amor pelo avô, e nunca vai esquecer as lições sobre horticultura.
Quando florirem os seus canteiros de cheiros e de flores que tratará com ternura,
levará também para a avó MARIA
que ficará tão contente, que a abraçará com alegria.


Finda esta estória aqui, mas já vinha aí a saltar um CABRITINHO que acabou de nascer, e a LAURINHA, vai voltar para outra estória contar, pois é verdade...é que ela também gosta muito dos animais, e lá na quinta eles nunca são demais. Há galinhas no poleiro, e ovelhinhas a pastar, a comida está no celeiro e não convém acabar, mas a natureza tudo nos dá... devemos aquietar-nos...e aceitar  o que nos é dado... a cada dia que passa e assim sermos felizes com a ajuda de Deus!


susan-van-horn-344






















natalia nuno
rosafogo

todas as imagens são retiradas do blog imagens para decoupage.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A MANELINHA E O VERDILHÃO



Era uma vez uma cerejeira frondosa
e com cerejas vermelhinhas, bem cheiinha!!!
Deliciosas.


Ora andava ali perto a Manelinha
que ficou surpreendida.
Seria capaz de apanhar alguma?
Esticou-se muito para ver se ficava mais comprida
Mas não conseguiu apanhar nenhuma.
Até que teve uma ideia!
E começou numa corrida
Foi até a casa, pegou numa cadeira
e foi de novo à cerejeira.


Ora agora muito bem,
com cuidado, já lá chegava a uma pontinha
Mas e onde colocava as cerejas?


Ai esta menina Manelinha!!!


Para que vejas...
Lá vai ela a casa de novo,
buscar um chapéu de palha
pequenino...nele não cabia nem um ovo!
Ai Deus me valha!!!


Bem... fez um montinho de cerejas no chão
E pensou...vou-me deliciar!
*****
Só que andava ali à espreita
Um vistoso verdilhão...
Só a espreitar...a espreitar...
Para as cerejas ir debicar.
*****

Hum...que apetite, que festim!
Diz o verdilhão contente.
Tanta cereja prá gente!


Mas que grande folgazão!
Diz a menina ao verdilhão:
Vá lá não te assustes, podes comer,
as cerejas chegam para ti e para mim,
e nos ajudam a crescer.
Assim,
dividindo as cerejas com o passarinho
a menina ficou feliz, afinal ...
valeu a pena o trabalho! Fez bem em não desistir
eu cá também acho!
Era uma pena ter as cerejas ali à mão
bem vermelhinhas e não dividir,
com o amigo ...o passarinho verdilhão,
que é muito brincalhão,  e saltita daqui
para ali...
E para a Manelinha é mais uma surpresa
sempre que ele aparece...
Os dois gostam muito da Natureza
E cuidam-na que ela merece!

É a natureza que:

Dá-lhes a água da ribeira
O sol que os aquece.
Os frutos da cerejeira
E também os da macieira
E as laranjas da laranjeira?
Ah... e o chão macio pra as canbalhotas,
a brincadeira.


Dão voltas e reviravoltas
Sentem-bem ali na horta verdinha
No céu passeiam-se as nuvens soltas
Enquanto brinca o verdilhão e a Manelinha.


E assim acaba o domingo que esteve ensolarado,
fechei a porta com muito cuidado
e fui até à horta,
para ver se estava tudo regado.
É que as plantinhas e as árvorezinhas, têm mesmo que ser regadas,
cuidadas,
bem, fui logo p'la manhã,
apanhei salsa e hortelã,
e também erva cidreira,
foi então quando vi a menina
a apanhar cerejas da cerejeira.


E foi lindo ver o à vontade
da Manelinha e do passarinho verdilhão,
como eles fizeram amizade,
Como foi tão bonito! Tão....


Foi mais uma estorinha, esta arrancada da imaginação, só para ver se os meninos gostam e lhe dão
atenção.


natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A HISTÓRIA DA FIGUEIRINHA



Hoje lembrei duma figueirinha muito especial, então resolvi contar a
história bem real.


Era uma figueirinha, a tantas igual
Foi plantada no tempo dos bisavós
Mas em dia de temporal
Foi arrastada pelas águas
Ficando no meio do rio
A sós...!
Porém,
tinha a raíz bem forte
ficou sempre à terra ligada
e ninguém
conseguiu dali arrancá-la.
Nem o vento do norte!
Pois tinha a amizade da menina a segurá-la.


A figueirinha que vos falo, era
bem mimosa, ostentava suas verdes folhas
e seus belos figos roxos...
Na Primavera,
lá ía sua amiga a menina com quem conversava.
A menina ao tronco trepava, sentava-se,
e a figueira a convidava a comer seus figos roxinhos.
A menina agradecia, comia
e repartia com os peixinhos...
Ah! E também com os passarinhos...,
que por alí perto nos salgueiros tinham os ninhos.
A menina e a figueira eram então muito amigas,
em troca dos figos a menina cantava-lhe cantigas
com muito amor,
a música vinha do rumor
das agúas do açude,
que caíam em catadupa, brilhando ao sol da tarde...
Ah! Como a menina tem saudade...!


Molhava os pés...e ria...ria com alegria.
Ali só estava ela a figueirinha e por companhia
os peixinhos, e os passarinhos.
Durante muitos anos sempre houve esta amizade
Todos compartilhavam suas vidas,
a menina e a sua ansiedade...
queria ser grande ter mais idade!
Os salgueiros queriam suas hastes, robustas mais crescidas.
O rio enlouquecia por chegar ao mar
Os passarinhos de ramo em ramo não pararam de saltitar.
O açude esse continuava a cantar, melodias de encantar,
e a figueirinha...essa, esperava p'la menina, sempre na ânsia de a ver regressar.


Lá ficou no meio do rio, aguentando as investidas
do temporal.
E foi assim tal qual!
Um dia já cansada
de esperar se deixou adormecer,
e assim, p'la água foi levada
acabou por morrer...



Mas não fiquem tristes...
Pois...valeu a pena prá figueirinha viver,
sempre  teve bons amigos, viveu feliz
e hoje a menina a recorda com muita ternura.
E assim ERA UMA VEZ...uma figueira diferente
Que dava figos com doçura,
para a menina sómente...!
Que os repartia com os passarinhos
e com os peixinhos,
que também a sua falta sentiram.
E os meninos se admiram?
Foram tempos de muito amor e união!
E que ainda hoje a menina lembra e traz no coração.

São recordações pois então...
gale franey,imagensdecoupage.blogspot.com/


Agora deixa-se na margem a olhar
para aquele lugar,
lá está o rio a murmurar
E ela tudo ainda ama...
E parece-lhe ouvir a figueirinha
que por ela chama!


À próxima virei contar-lhes outra história verídica,  duma menina e seus amigos de escola.
Quem contou a história?
A RITA... claro, a que tem no cabelo uma fita, a que não pára de sonhar...por isso tanta história tem para vos contar.


natalia nuno
rosafogo
imagens do blog imagens para decoupage