Este blog tem a finalidade de deixar alguns poemas infantis, alguns entraram em Antologias a favor das crianças e foi um prazer enorme criá-los. Sempre que voltar à meninice soltarei por aqui mais um poeminha.
Acho que me vou divertir imenso!
Este poetar faz as minhas delícias...
Era uma vez uma cerejeira frondosa e com cerejas vermelhinhas, bem cheiinha!!! Deliciosas.
Ora andava ali perto a Manelinha que ficou surpreendida. Seria capaz de apanhar alguma? Esticou-se muito para ver se ficava mais comprida Mas não conseguiu apanhar nenhuma. Até que teve uma ideia! E começou numa corrida Foi até a casa, pegou numa cadeira e foi de novo à cerejeira.
Ora agora muito bem, com cuidado, já lá chegava a uma pontinha Mas e onde colocava as cerejas?
Ai esta menina Manelinha!!!
Para que vejas... Lá vai ela a casa de novo, buscar um chapéu de palha pequenino...nele não cabia nem um ovo! Ai Deus me valha!!!
Bem... fez um montinho de cerejas no chão E pensou...vou-me deliciar! ***** Só que andava ali à espreita Um vistoso verdilhão... Só a espreitar...a espreitar... Para as cerejas ir debicar. ***** Hum...que apetite, que festim! Diz o verdilhão contente. Tanta cereja prá gente!
Mas que grande folgazão! Diz a menina ao verdilhão: Vá lá não te assustes, podes comer, as cerejas chegam para ti e para mim, e nos ajudam a crescer. Assim, dividindo as cerejas com o passarinho a menina ficou feliz, afinal ... valeu a pena o trabalho! Fez bem em não desistir eu cá também acho! Era uma pena ter as cerejas ali à mão bem vermelhinhas e não dividir, com o amigo ...o passarinho verdilhão, que é muito brincalhão, e saltita daqui para ali... E para a Manelinha é mais uma surpresa sempre que ele aparece... Os dois gostam muito da Natureza E cuidam-na que ela merece!
É a natureza que: Dá-lhes a água da ribeira O sol que os aquece. Os frutos da cerejeira E também os da macieira E as laranjas da laranjeira? Ah... e o chão macio pra as canbalhotas, a brincadeira.
Dão voltas e reviravoltas Sentem-bem ali na horta verdinha No céu passeiam-se as nuvens soltas Enquanto brinca o verdilhão e a Manelinha.
E assim acaba o domingo que esteve ensolarado, fechei a porta com muito cuidado e fui até à horta, para ver se estava tudo regado. É que as plantinhas e as árvorezinhas, têm mesmo que ser regadas, cuidadas, bem, fui logo p'la manhã, apanhei salsa e hortelã, e também erva cidreira, foi então quando vi a menina a apanhar cerejas da cerejeira.
E foi lindo ver o à vontade da Manelinha e do passarinho verdilhão, como eles fizeram amizade, Como foi tão bonito! Tão....
Foi mais uma estorinha, esta arrancada da imaginação, só para ver se os meninos gostam e lhe dão atenção.
Hoje lembrei duma figueirinha muito especial, então resolvi contar a história bem real.
Era uma figueirinha, a tantas igual Foi plantada no tempo dos bisavós Mas em dia de temporal Foi arrastada pelas águas Ficando no meio do rio A sós...! Porém, tinha a raíz bem forte ficou sempre à terra ligada e ninguém conseguiu dali arrancá-la. Nem o vento do norte! Pois tinha a amizade da menina a segurá-la.
A figueirinha que vos falo, era bem mimosa, ostentava suas verdes folhas e seus belos figos roxos... Na Primavera, lá ía sua amiga a menina com quem conversava. A menina ao tronco trepava, sentava-se, e a figueira a convidava a comer seus figos roxinhos. A menina agradecia, comia e repartia com os peixinhos... Ah! E também com os passarinhos..., que por alí perto nos salgueiros tinham os ninhos. A menina e a figueira eram então muito amigas, em troca dos figos a menina cantava-lhe cantigas com muito amor, a música vinha do rumor das agúas do açude, que caíam em catadupa, brilhando ao sol da tarde... Ah! Como a menina tem saudade...!
Molhava os pés...e ria...ria com alegria. Ali só estava ela a figueirinha e por companhia os peixinhos, e os passarinhos. Durante muitos anos sempre houve esta amizade Todos compartilhavam suas vidas, a menina e a sua ansiedade... queria ser grande ter mais idade! Os salgueiros queriam suas hastes, robustas mais crescidas. O rio enlouquecia por chegar ao mar Os passarinhos de ramo em ramo não pararam de saltitar. O açude esse continuava a cantar, melodias de encantar, e a figueirinha...essa, esperava p'la menina, sempre na ânsia de a ver regressar.
Lá ficou no meio do rio, aguentando as investidas do temporal. E foi assim tal qual! Um dia já cansada de esperar se deixou adormecer, e assim, p'la água foi levada acabou por morrer...
Mas não fiquem tristes... Pois...valeu a pena prá figueirinha viver, sempre teve bons amigos, viveu feliz e hoje a menina a recorda com muita ternura. E assim ERA UMA VEZ...uma figueira diferente Que dava figos com doçura, para a menina sómente...! Que os repartia com os passarinhos e com os peixinhos, que também a sua falta sentiram. E os meninos se admiram? Foram tempos de muito amor e união! E que ainda hoje a menina lembra e traz no coração.
São recordações pois então...
Agora deixa-se na margem a olhar para aquele lugar, lá está o rio a murmurar E ela tudo ainda ama... E parece-lhe ouvir a figueirinha que por ela chama!
À próxima virei contar-lhes outra história verídica, duma menina e seus amigos de escola. Quem contou a história? A RITA... claro, a que tem no cabelo uma fita, a que não pára de sonhar...por isso tanta história tem para vos contar.