Este blog tem a finalidade de deixar alguns poemas infantis, alguns entraram em Antologias a favor das crianças e foi um prazer enorme criá-los. Sempre que voltar à meninice soltarei por aqui mais um poeminha.
Acho que me vou divertir imenso!
Este poetar faz as minhas delícias...
O TÓ é um menino que apascenta as cabrinhas, leva-as todos os dias aos pastos verdes para que elas fiquem felizes e encham a barriguinha, depois...bem lá para a tardinha regressa a casa onde o espera o avô afim de procederem à ordenha.
O TÓ, tem muitos amigos lá na sua aldeia mas sonha que há-de ir para a cidade pois é um estudante de mão cheia e logo, logo, terá mais idade!
Ah...mas ainda não partiu e já sente que vai ter saudade Dos prados, do rio... E dos amigos por quem tem muita amizade. Às vezes conversa com o amigo RUI e lhe confessa ...olha RUI eu já estou com saudade e ainda não fui... Diz o RUI, arranjaremos maneira de cá voltar talvez na primavera Vamos os amigos todos juntar pois a nossa amizade é sincera.
O avô do TÓ já procedeu à ordenha há leite fresquinho, para beber e fazer bom queijinho. Hoje o avô está feliz pois nasceram dois cabritinhos, com tão poucas horas de vida já andam aos saltinhos. Amanhã já vão ao pasto com o TÓ e assim o menino com tanto amigo nunca se sente só.
Ah...já me esquecia... É que o cão NARUK, Também faz muita companhia. Não deixa tresmalhar as cabrinhas trá-las todas sempre juntinhas. E faz ão...ão...ão...! Vai latindo sem parar Como quem diz: por aí não...por aí não! Fazem favor de voltar! É uma grande ajuda que o TÓ tem e é um grande amigo também!
Ora bem, quem nasceu na aldeia não esquece nunca os dias ensolarados as árvores em flor o cantar dos pássaros em liberdade Os amigos amados O seu primeiro amor E tudo lembra para sempre com saudade.
As primeiras letras e algarismos, o primeiro professor... A escola branquinha com risca amarela E a secretária onde se sentava, junto dela. Lembrará o quadro, e o adro, as brincadeiras à apanhada e as ruas estreitinhas da terra amada. As hortas, e as festas tradicionais Os foguetes a banda, não esquecerá jamais.
Mas o TÓ vai crescer e tomar rumo na vida leva no coração a terra querida e quando tiver netos, vai contar-lhe a sua história e tudo o que guarda na memória.
Espero que os meninos que ouvirem a história, não se esqueçam do TÓ pois na verdade é um menino com muitos bons sentimentos, sempre pronto a ajudar na lida do campo os avós que o ajudam também a crescer, dando-lhe lições de vida.
A LAURINHA olha atentamente o avô Quim que anda a semear os coentros, num canteirinho virado ao sol, e abrigado do vento. Ao lado está o canteiro das ervilhas de cheiro e bem colorido já ... está o preferido do avô que é o canteirinho das alfaces verdes e roxas, crescendo dia a dia que dá gosto ver... Mas a menina se preocupa com a saúde do avô e acha que ele deve estar cansado.
Ai avô... quem dera ter uma horta assim! Para plantar coentros salsa e alecrim... Mas claro tenho que aprender E é contigo se me quiseres ensinar, eu prometo merecer, e quando souber plantar e cuidar Aí sim... já tu podes descansar!
O avô QUIM, ficou bem animado, com a oferta da LAURINHA Ui...suspirou de tão cansado! Sentou-.se perto da sua netinha, contando-lhe muitas histórias de quando era da sua idade...e, ai como a lembrança lhe trazia saudade!!! Até uma lágrima rolou no rosto do avô.
Então lembrou que em pequenino, tinha um burrinho Que o transportava a caminho da horta, outras vezes o levava pela arreata. Cinzento era o burrinho, côr de prata! E olhos meiguinhos, lá ía com passos miudinhos, ao encontro de seu avô, enquanto a avó ficava em casa cozinhando o almoço. E de novo suspirando diz o avô com saudade: ai... como eu era tão moço!
Conta que com paciência seu avô lhe ensinou a fazer um assobio com uma cana verde que apanhou perto do rio. A menina ouviu...ouviu... e não desistiu, com olhar sorridente, ao contrário do olhar sombrio do avô QUIM disse: Avô um dia, vou contar aos meus netos que tu eras muito meu amigo, que eu era a neta a quem davas mais afectos.
E assim num abraço apertado a LAURINHA, demonstrou o seu amor pelo avô, e nunca vai esquecer as lições sobre horticultura. Quando florirem os seus canteiros de cheiros e de flores que tratará com ternura, levará também para a avó MARIA que ficará tão contente, que a abraçará com alegria.
Finda esta estória aqui, mas já vinha aí a saltar um CABRITINHO que acabou de nascer, e a LAURINHA, vai voltar para outra estória contar, pois é verdade...é que ela também gosta muito dos animais, e lá na quinta eles nunca são demais. Há galinhas no poleiro, e ovelhinhas a pastar, a comida está no celeiro e não convém acabar, mas a natureza tudo nos dá... devemos aquietar-nos...e aceitar o que nos é dado... a cada dia que passa e assim sermos felizes com a ajuda de Deus!
natalia nuno rosafogo
todas as imagens são retiradas do blog imagens para decoupage.