Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

A MARIANA E A AVÓ LENA















Vês ao longe todo aquele verdinho?
Parece até uma penugem brilhante...
São os trigais...com papoilas
e malmequeres, diz a avó.
A MARIANA, tem um rostinho de cereja
muito coradinho,
é com muito amor que a avó LENA, sempre
a beija.


Hoje a MARIANA foi passear e livre correr
Com uum sorriso tonto no rosto
de alegria é bom de ver!!!
Gosto!!!Gosto, muito de ti
avó LENA
e quando te fores embora, vou ficar cheia de pena.


Olha aquele campo de margaridas
Como tem uma luz diferente
Estão felizes com a presença da gente.
Nestes passeios até me arrepio
é como se sonhasse e no sonho
fantasio.


Avó, é tão bom
trazer o cabelo desfeito ao vento
Arrebatada por vendaval de esquecimento.
Invento, passeios quando não estás
E fico muito triste, porque não quero que vás.
Já sou uma menina crescida
E sei que a vida é assim!
Por ti nunca serei esquecida
Nem tu serás por mim!


Vamos recordar as margaridas
e as papoilas ondulantes
Prometo que não vou chorar
Só ficar triste por uns instantes
Quando a Portugal chegares
Uma carta me vais escrever
E eu darei uma gargalhada
Pois já sei ler...já sei ler!!!!
Minha avózinha amada...


Esta estória é real, a MARIANA, é uma menina que vive num país distante, e quando recebe a
visita da avó LENA, fica delirando de contente, pois dão passeios pelos campos floridos, tiram fotos,
é um tempo bem divertido, mas a avó tem de regressar e aí a MARIANA, fica triste, embora compreenda que assim tem de ser. Logo...logo...há um novo encontro e a avó LENA fica muito admirada pois a sua linda menina já está muito mais crescida. As saudades, fazem-nos felizes quando se dá o reencontro, aí então há abraços e sorrisos e às vezes até lágrimas de alegria. A MARIANA sabe que os avós lhe querem muito bem.


Amanhã volta a pôr aquele sorriso tonto de alegria no rosto... no seu rostinho de cereja, bem coradinho da correria...é que ela está sempre pronta para uma nova passeata.


natalia nuno
rosafogo

Sábado, 7 de Abril de 2012

O TÓ E O CÃO NARUK




O TÓ é um menino que apascenta as cabrinhas, leva-as todos os dias aos pastos verdes
para que elas fiquem felizes e encham a barriguinha, depois...bem lá para a tardinha regressa
a casa onde o espera o avô afim de procederem à ordenha.


O TÓ, tem muitos amigos lá na sua aldeia
mas sonha que há-de ir para a cidade
pois é um estudante de mão cheia
e logo, logo, terá mais idade!


Ah...mas ainda não partiu
e já sente que vai ter saudade
Dos prados, do rio...
E dos amigos por quem tem muita amizade.
Às vezes conversa com o amigo RUI
e lhe confessa ...olha RUI eu já estou com saudade
e ainda não fui...
Diz o RUI, arranjaremos maneira de cá voltar
talvez na primavera
Vamos os amigos todos juntar
pois a nossa amizade é sincera.


O avô do TÓ já procedeu à ordenha
há leite fresquinho,
para beber e fazer bom queijinho.
Hoje o avô está feliz pois nasceram
dois cabritinhos,
com tão poucas horas de vida
já andam aos saltinhos.
Amanhã já vão ao pasto com o TÓ
e assim o menino com tanto amigo
nunca se sente só.


lindos cachorros
Ah...já me esquecia...
É que o cão NARUK,
Também faz muita companhia.
Não deixa tresmalhar as cabrinhas
trá-las todas sempre juntinhas.
E faz  ão...ão...ão...!
Vai latindo sem parar
Como quem diz: por aí não...por aí não!
Fazem favor de voltar!
É uma grande ajuda que o TÓ tem
e é um grande amigo também!


Ora bem, quem nasceu na aldeia
não esquece nunca os dias ensolarados
as árvores em flor
o cantar dos pássaros em liberdade
Os amigos amados
O seu primeiro amor
E tudo lembra para sempre com saudade.


As primeiras letras e algarismos,
o primeiro professor...
A escola branquinha com risca amarela
E a secretária onde se sentava, junto dela.
Lembrará o quadro, e o adro,
as brincadeiras à apanhada
e as ruas estreitinhas da terra amada.
As hortas, e as festas tradicionais
Os foguetes a banda, não esquecerá jamais.


Mas o TÓ vai crescer e tomar rumo na vida
leva no coração a terra querida
e quando tiver netos, vai contar-lhe a sua história
e tudo o que guarda na memória.


Espero que os meninos que ouvirem a história, não se esqueçam do TÓ
pois na verdade é um menino com muitos bons sentimentos, sempre pronto a ajudar
na lida do campo os avós que o ajudam também a crescer, dando-lhe lições de vida.


rosafogo
natália nuno

Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

A LAURINHA E O AVÔ QUIM




A LAURINHA olha atentamente o avô Quim que anda a semear os coentros,
num canteirinho virado ao sol, e abrigado do vento. Ao lado está o canteiro
das ervilhas de cheiro e bem colorido já ... está o preferido do avô que é
o canteirinho das alfaces verdes e roxas, crescendo dia a dia que dá gosto ver...
Mas a menina se preocupa com a saúde do avô e acha que ele deve estar cansado.


Ai avô... quem dera ter uma horta assim!
Para plantar coentros salsa e alecrim...
Mas claro tenho que aprender
E é contigo se me quiseres ensinar,
eu prometo merecer,
e quando souber plantar e cuidar
Aí sim... já tu podes descansar!


O avô QUIM, ficou bem animado,
com a oferta da LAURINHA
Ui...suspirou de tão cansado!
Sentou-.se perto da sua netinha,
contando-lhe muitas histórias de quando era
da sua idade...e,
ai como a lembrança lhe trazia saudade!!!
Até uma lágrima rolou
no rosto do avô.


Então lembrou que em pequenino,
tinha um burrinho
Que o transportava a caminho
da horta, outras vezes o levava pela arreata.
Cinzento era o burrinho, côr de prata!
E olhos meiguinhos, lá ía com passos miudinhos,
ao encontro de seu avô,
enquanto a avó ficava em casa cozinhando
o almoço.
E de novo suspirando
diz o avô com saudade: ai... como eu era tão moço!


espantalho decoupage




Conta que com paciência seu avô
lhe ensinou
a fazer um assobio
com uma cana verde que apanhou perto do rio.
A menina ouviu...ouviu...
e não desistiu, com olhar sorridente,
ao contrário do olhar sombrio
do avô QUIM disse:
Avô um dia, vou contar aos meus netos
que tu eras muito meu amigo, que eu
era a neta a quem davas mais afectos.


E assim num abraço apertado a LAURINHA,
demonstrou o seu amor pelo avô, e nunca vai esquecer as lições sobre horticultura.
Quando florirem os seus canteiros de cheiros e de flores que tratará com ternura,
levará também para a avó MARIA
que ficará tão contente, que a abraçará com alegria.


Finda esta estória aqui, mas já vinha aí a saltar um CABRITINHO que acabou de nascer, e a LAURINHA, vai voltar para outra estória contar, pois é verdade...é que ela também gosta muito dos animais, e lá na quinta eles nunca são demais. Há galinhas no poleiro, e ovelhinhas a pastar, a comida está no celeiro e não convém acabar, mas a natureza tudo nos dá... devemos aquietar-nos...e aceitar  o que nos é dado... a cada dia que passa e assim sermos felizes com a ajuda de Deus!


susan-van-horn-344natalia nuno
rosafogo

todas as imagens são retiradas do blog imagens para decoupage.

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

A MANELINHA E O VERDILHÃO



Era uma vez uma cerejeira frondosa
e com cerejas vermelhinhas, bem cheiinha!!!
Deliciosas.


Ora andava ali perto a Manelinha
que ficou surpreendida.
Seria capaz de apanhar alguma?
Esticou-se muito para ver se ficava mais comprida
Mas não conseguiu apanhar nenhuma.
Até que teve uma ideia!
E começou numa corrida
Foi até a casa, pegou numa cadeira
e foi de novo à cerejeira.


Ora agora muito bem,
com cuidado, já lá chegava a uma pontinha
Mas e onde colocava as cerejas?


Ai esta menina Manelinha!!!


Para que vejas...
Lá vai ela a casa de novo,
buscar um chapéu de palha
pequenino...nele não cabia nem um ovo!
Ai Deus me valha!!!


Bem... fez um montinho de cerejas no chão
E pensou...vou-me deliciar!
*****
Só que andava ali à espreita
Um vistoso verdilhão...
Só a espreitar...a espreitar...
Para as cerejas ir debicar.
*****

Hum...que apetite, que festim!
Diz o verdilhão contente.
Tanta cereja prá gente!


Mas que grande folgazão!
Diz a menina ao verdilhão:
Vá lá não te assustes, podes comer,
as cerejas chegam para ti e para mim,
e nos ajudam a crescer.
Assim,
dividindo as cerejas com o passarinho
a menina ficou feliz, afinal ...
valeu a pena o trabalho! Fez bem em não desistir
eu cá também acho!
Era uma pena ter as cerejas ali à mão
bem vermelhinhas e não dividir,
com o amigo ...o passarinho verdilhão,
que é muito brincalhão,  e saltita daqui
para ali...
E para a Manelinha é mais uma surpresa
sempre que ele aparece...
Os dois gostam muito da Natureza
E cuidam-na que ela merece!

É a natureza que:

Dá-lhes a água da ribeira
O sol que os aquece.
Os frutos da cerejeira
E também os da macieira
E as laranjas da laranjeira?
Ah... e o chão macio pra as canbalhotas,
a brincadeira.


Dão voltas e reviravoltas
Sentem-bem ali na horta verdinha
No céu passeiam-se as nuvens soltas
Enquanto brinca o verdilhão e a Manelinha.


E assim acaba o domingo que esteve ensolarado,
fechei a porta com muito cuidado
e fui até à horta,
para ver se estava tudo regado.
É que as plantinhas e as árvorezinhas, têm mesmo que ser regadas,
cuidadas,
bem, fui logo p'la manhã,
apanhei salsa e hortelã,
e também erva cidreira,
foi então quando vi a menina
a apanhar cerejas da cerejeira.


E foi lindo ver o à vontade
da Manelinha e do passarinho verdilhão,
como eles fizeram amizade,
Como foi tão bonito! Tão....


Foi mais uma estorinha, esta arrancada da imaginação, só para ver se os meninos gostam e lhe dão
atenção.


natalia nuno
rosafogo

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

A HISTÓRIA DA FIGUEIRINHA



Hoje lembrei duma figueirinha muito especial, então resolvi contar a
história bem real.


Era uma figueirinha, a tantas igual
Foi plantada no tempo dos bisavós
Mas em dia de temporal
Foi arrastada pelas águas
Ficando no meio do rio
A sós...!
Porém,
tinha a raíz bem forte
ficou sempre à terra ligada
e ninguém
conseguiu dali arrancá-la.
Nem o vento do norte!
Pois tinha a amizade da menina a segurá-la.


A figueirinha que vos falo, era
bem mimosa, ostentava suas verdes folhas
e seus belos figos roxos...
Na Primavera,
lá ía sua amiga a menina com quem conversava.
A menina ao tronco trepava, sentava-se,
e a figueira a convidava a comer seus figos roxinhos.
A menina agradecia, comia
e repartia com os peixinhos...
Ah! E também com os passarinhos...,
que por alí perto nos salgueiros tinham os ninhos.
A menina e a figueira eram então muito amigas,
em troca dos figos a menina cantava-lhe cantigas
com muito amor,
a música vinha do rumor
das agúas do açude,
que caíam em catadupa, brilhando ao sol da tarde...
Ah! Como a menina tem saudade...!


Molhava os pés...e ria...ria com alegria.
Ali só estava ela a figueirinha e por companhia
os peixinhos, e os passarinhos.
Durante muitos anos sempre houve esta amizade
Todos compartilhavam suas vidas,
a menina e a sua ansiedade...
queria ser grande ter mais idade!
Os salgueiros queriam suas hastes, robustas mais crescidas.
O rio enlouquecia por chegar ao mar
Os passarinhos de ramo em ramo não pararam de saltitar.
O açude esse continuava a cantar, melodias de encantar,
e a figueirinha...essa, esperava p'la menina, sempre na ânsia de a ver regressar.


Lá ficou no meio do rio, aguentando as investidas
do temporal.
E foi assim tal qual!
Um dia já cansada
de esperar se deixou adormecer,
e assim, p'la água foi levada
acabou por morrer...



Mas não fiquem tristes...
Pois...valeu a pena prá figueirinha viver,
sempre  teve bons amigos, viveu feliz
e hoje a menina a recorda com muita ternura.
E assim ERA UMA VEZ...uma figueira diferente
Que dava figos com doçura,
para a menina sómente...!
Que os repartia com os passarinhos
e com os peixinhos,
que também a sua falta sentiram.
E os meninos se admiram?
Foram tempos de muito amor e união!
E que ainda hoje a menina lembra e traz no coração.

São recordações pois então...
gale franey,imagensdecoupage.blogspot.com/


Agora deixa-se na margem a olhar
para aquele lugar,
lá está o rio a murmurar
E ela tudo ainda ama...
E parece-lhe ouvir a figueirinha
que por ela chama!


À próxima virei contar-lhes outra história verídica,  duma menina e seus amigos de escola.
Quem contou a história?
A RITA... claro, a que tem no cabelo uma fita, a que não pára de sonhar...por isso tanta história tem para vos contar.


natalia nuno
rosafogo
imagens do blog imagens para decoupage

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

CANTICOS NA LEZÍRIA


Logo a seguir ao Inverno, vem a Primavera!
Nessa altura já os passarinhos estão à sua espera.
Fazem os ninhos
Muito bem tecidinhos
E preparam-se para criar os filhinhos.

E logo chegam as ...ANDORINHAS
aos beirais dos telhados!
Vão ao ribeiro buscar as lamazinhas
e as transportam no bico com mil cuidados.
Ali perto num salgueiro
faz o ninho o... AÇOR,
também pertinho do ribeiro
e fá-lo mesmo a rigor.

Onde eu também vi um ninho?
Foi no quintal do vizinho!
Feito de pequenos raminhos
entrelaçados,
que é pertença dos ESTORNINHOS,
que são bem engraçados.
Vão cantarolando, de peito erguido,
baloiçando ao sabor do vento
que por aqui se tem sentido.
É uma brisa fresca que vem,
do além.

Ai...mais ...mais ali...!!!!
Está uma pequena GRALHA,
que não se cala e a todos atrapalha.
Mas logo o GAVIÃO
com muita paciência diz:
Deixem-na palrar,
afinal pior que ela, que canta sem parar
está o TENTILHÂO,
que tudo cobiça!
Não deixa em paz a pobre da CARRIÇA.

Lá vai o PINTARROXO
onde irá com tanta pressa?
A Primavera mal começou diz
o sossegado MOCHO...
tenham calma, o SOL ainda está pra chegar
e a todos animar.

Já com o ninho feito está o GAVIÃO,
e muito animado e feliz,
está também o TENTILHÃO.
Muito em breve vão nascer
os pequeninos passarinhos,
vão crescer, e a voar vão aprender,
logo...logo, sairão dos seus ninhos.

Olha, olha, ali vem o CHAPIM
será que traz algum recado pra mim?
Óh senhora CODORNIZ,
 não entendo o que a senhora diz!
Mas que grande trabalheira
diz cansada a CORUJA BURAQUEIRA.

Abrem-se todas as florzinhas
mal o sol aparece...
tudo no campo acontece!

Na montanha anda o CONDOR!
Vigiando os arredores,
cria os filhotes com muito zelo e amor.
Mas o estouvado do CUCO
que não gosta de trabalhar
todo o ano vai ocupar
o ninho do vizinho.

Ali pela manhã na lezíria soalheira
anda a CEGONHA matreira,
de perna alta, muito elegante...
enche o papo num instante.

E já tarde deste dia
Ninguém pára que aflição!
Mas é uma grande alegria
Ver toda esta agitação.

E o ribeiro?
Continua a correr de mansinho
E neste campo há um cheiro!
Hum!!!! A flor de rosmaninho.

Como veêm a Primavera é bem colorida, há sol, agua transparente, as árvores estão felizes todas de verdinho salpicadas, e todas as aves andam numa roda viva para conseguir um bom raminho onde construir os ninhos para criar os filhinhos. Enchem a lezíria de cantigas, pois vão cantando ao desafio, apurando as gargantas, e  na procura de alimentos antes que chegue a noite. Logo que o sol se vai, poisam todos e em silêncio cada um fica no seu galho, até que volta a romper o dia.

Espero tenham gostado, vão aprender os nomes dos passarinhos vale? Eu volto com mais estórias e trago mais nomes que eu os conheço bem e sabem porquê? Ora pois...porque nasci na aldeia.

rosafogo
natalia nuno
as imagens são do blog---imagens para decoupage.





Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

A MENINA PAPOILA


ERA UMA VEZ...

Uma frágil florzinha
a PAPOILA no campo suspirava
E o vento vinha
Assobiava, a saudava
e abalava!

Tinha nas pétalas o encanto
Cristalino era seu pranto!
Feito de orvalho!
Tinha um sonho  louco...
O tempo passava...
e a florzinha a pouco e pouco
crescia e sonhava.

Vivia perto do lago
À noite ficava aberta
Da lua recebia o afago
De dia o quente do sol era oferta.
Veio o Inverno ficou despida
Foi-se a tenra mocidade
Que triste sua vida
A florzinha vive agora com saudade.

Olha o céu na esperança
De voltar na primavera
Ser de novo criança
Assim sonha e espera.
Cai a sementinha ao chão
Fica um tempo adormecida
Vem o sol e lhe aquece o coração
Volta de novo à vida

Floresce, floresce
Cresce cresce...
E bem colorida, vermelha e amarela
não há outra como ela
tão bela!
Enche o campo de alegria
Andam à sua volta os passarinhos
o melro e o colibri
Enchem-se de sol os caminhos
E a lua lhe diz:
Me lembro de ti!

As plantinhas do campo são frágeis, suas flores simples, modestas, mas muito coloridas, atapetam o
chão com cores variadas que encantam os nossos olhos. Os meninos gostam de levar um lanchinho e
passeando p'lo campo podem ficar maravilhados com tanta beleza.
Esta florzinha se chamava papoila, isso mesmo, papoila bem conhecida e bem vermelhinha de fazer inveja às flores do jardim.

rosafogo
natalia nuno
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